A produção de milho da segunda safra em Mato Grosso enfrenta um cenário preocupante, com a combinação de fatores adversos que ameaçam a produtividade. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estima que cerca de 15% da área cultivada, equivalente a mais de um milhão de hectares, foi semeada fora do período ideal, aumentando significativamente o risco de perdas.
Desafios do Plantio Tardio e Custos Elevados:
O atraso no plantio foi uma consequência direta da colheita tardia da soja, causada pelo excesso de chuvas no período anterior.
Os produtores, na tentativa de garantir a produtividade, investiram em sementes de alta tecnologia, que, no entanto, não apresentaram a eficácia esperada devido às condições climáticas adversas.
A aquisição tardia de insumos e a cautela na aplicação de fertilizantes, motivadas pela preocupação com a rentabilidade, também contribuíram para o cenário desafiador.
Impacto da Seca nas Lavouras:
A irregularidade das chuvas, com longos períodos de estiagem em diversas regiões do estado, prejudicou o desenvolvimento das lavouras em momentos cruciais.
Dados do programa Aproclima, da Aprosoja Mato Grosso, revelam que municípios do nordeste e leste do estado registraram mais de 22 dias sem precipitação e volumes acumulados abaixo do necessário.
A escassez de umidade no solo compromete o potencial produtivo do milho, mesmo com a ocorrência de chuvas recentes em algumas áreas.
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